quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O melhor do mundo
Isto do Ronaldo ter sido eleito o melhor do mundo, para além de ter mandado para segundo plano as noticias do frio e da neve na estrada nacional nº 114, teve o condão de me fazer pensar. Só um bocadinho, e sobre algo completamente inútil, mas pensei.
A verdade é que em menos de uma década, o agrupamento desportivo do lado de lá da 2ª circular, viu dois jogadores nascidos e criados por lá, serem eleitos melhores do mundo já com a camisola de outros clubes.
Ora, aliando alguns cálculos a um olho clínico, uma imparcialidade e uma compreensão do jogo única (que só tem paralelo no árbitro do último Benfica-Braga) a conclusão óbvia é que o nome do próximo jogador a ser eleito pela FIFA só pode ser um...Carlos Martins.
A verdade é que em menos de uma década, o agrupamento desportivo do lado de lá da 2ª circular, viu dois jogadores nascidos e criados por lá, serem eleitos melhores do mundo já com a camisola de outros clubes.
Ora, aliando alguns cálculos a um olho clínico, uma imparcialidade e uma compreensão do jogo única (que só tem paralelo no árbitro do último Benfica-Braga) a conclusão óbvia é que o nome do próximo jogador a ser eleito pela FIFA só pode ser um...Carlos Martins.
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Futebol
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
UZO é fixe
Muito pouco tempo para postar bons filmes. Mas tive de guardar 5 minutos para um filme da UZO. Sempre gostei das campanhas da UZO, criativas, limpinhas, simples, bem humoradas, coerentes. Esta é mais uma.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
We are powerfull
Excelente filme para a Amnistia Internacional. Uma grande mensagem passada com uma brutal ideia.
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Filmes,
humanitario
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Nos passos de Magalhães

Bom livro para ler de férias. Leve como todos os livros de Gonçalo Cadilhe, tem a vantagem de acrescentar uma componente histórica à habitual escrita de viagens.
Ficamos a conhecer bastante melhor a vida de Magalhães, os locais em que esteve e as marcas que deixou até aos dias de hoje.
Se a sua viagem foi ou não um grande feito, foi ou não realmente decisiva para o conhecimento do globo, isso fica para julgar depois de ler outras biografias mais profundas.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
No próximo é que é...mesmo...a sério...vão vêr
Finalmente há espectáculo nos jogos da selecção. Se havia algo que me deixava triste e preocupado com as exibições da nossa selecção na era Scolari é que marcávamos poucos golos, o 11 era intediantemente previsível e os jogadores ainda por cima jogavam nas suas posições (o que demonstra a falta de cultura tático-fisico-psico-desportiva de Scolari). Ganhávamos, é verdade, mas sem piadinha nenhuma. Agora o adjunto de Alex Ferguson trouxe de volta a alegria dos golos (a verdade é que são cada vez mais nos nossos jogos), as surpresas nas convocatórias, o nervoso miudinho de tentar perceber nos primeiros 5 minutos de jogo quem joga onde e o prazer muito nosso na obtenção de mais uma estrondosa vitória moral. Anseio a cada jogo que passa pelo rápido regresso da expressão "matematicamente possivel" e de um frontal e conclusivo "não ganhámos o jogo mas sinto que hoje, aqui, ganhámos uma equipa". Como diz o meu Pai, para Primeiros Ministros e treinadores das nossas equipas, prefiro sempre ter aqueles que são maus e têm muita sorte. Os muito bons com azar, irritam-me.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Eu sou uma prostituta, não faço por Amor
Grande post ao cuidado de clientes concursodependentes e a agências que não sabem defender o seu ganha pão, publicado no Blog de Guerrilha.
"Todo mundo diz que nosso mercado está prostituído. Eu penso diferente, acho que nosso mercado é uma adolescente procurando o príncipe encantado.
Aqui na agência cobramos para trabalhar. É óbvio? Nem tanto. Ainda existe cliente que exclama: o quê!? eu tenho que pagar para vocês desenvolverem um plano de guerrilha para o meu briefing?
Sim, nós cobramos para trabalhar. Da mesma forma que o costureiro que fez a cortina da sua casa cobrou um sinal, sem você saber se ela ficaria bonita ou não. Da mesma forma que seu advogado cobrou ganhando ou perdendo a causa. Da mesma forma que você cobra do seu empregador (e você cobra até sem trabalhar nos seus merecidos 30 dias de férias). Da mesma forma que uma prostituta cobra antes de tirar a roupa.
Todos estes profissionais são prestadores de serviço e cobram para trabalhar. E por venderem algo intangível, a sua expertise, existe o risco de dar certo ou errado. O risco de você gostar ou não do resultado. O risco de ser bom pra você ou de você brochar. Para diminuir o risco, o contratante avalia as credenciais do fornecedor. Avalia se os serviços semelhantes que o fornecedor já fez estão adequados às suas expectativas. Não tem jeito, estamos falando de serviço e não de produto de prateleira com etiqueta de preço.
Com a Espalhe, eu sou uma prostituta com 5 anos de esquina tentando encantar e surpreender os clientes. E no meu ponto todo dia param uns pós-adolescentes, com pinta de gerente de produto jr ou atendimento de agência de propaganda, que abrem o vidro e jogam uma conversinha de que estão apaixonados, que querem me levar para casa e me tratar como uma rainha. Eu nem escuto o fim do papinho: dispenso dizendo que não beijo na boca e não faço por amor. Sou profissional e cobro pelo que faço.
Mas outro dia chegou um cliente antigo. Um tipo bonitão, forte, saudável e muito bem sucedido. Jogou a sua cantada, disse que estava apaixonado. E eu cai. Fui para a cama uma concorrência sem cobrar. Fiz por amor.
E você acha que no dia seguinte o meu príncipe ligou para dar um feedback? Claro que não. Vestindo a carapuça de adolescente ingênua e apaixonada, eu pensei que ele tinha perdido o meu telefone ou estava muito ocupado. Mandei um email perguntando se estava tudo bem e se ele ainda me amava. E ele respondeu frio, superficial e distante:
“Analisamos hoje as propostas apresentadas e optamos pelo projeto de outro fornecedor que estava mais adequado as nossas necessidades e objetivos. Agradeço pela apresentação e participação na concorrência. Abs,”
Nenhuma consideração com meu amor e dedicação a ele. Me sentindo suja e usada, eu volto pra minha esquina com a certeza que o amor não existe e que o bonitão vai continuar com o papai-mamãe de sempre _ seja no formato do estande enorme, bonito e vazio na feira, da propaganda super produzida que ninguém vai falar a respeito, do site lindo que tem que comprar post em blogs para ter alguma visita.
Se adolescentes apaixonadas não te satisfazem mais e você busca profissionais para realizar todas as suas fantasias, me ligue.
Bjs, GFortes - mas pode me chamar de Pamela - cabelos negros, 1,74 e 80 kg de pura travessura."
"Todo mundo diz que nosso mercado está prostituído. Eu penso diferente, acho que nosso mercado é uma adolescente procurando o príncipe encantado.
Aqui na agência cobramos para trabalhar. É óbvio? Nem tanto. Ainda existe cliente que exclama: o quê!? eu tenho que pagar para vocês desenvolverem um plano de guerrilha para o meu briefing?
Sim, nós cobramos para trabalhar. Da mesma forma que o costureiro que fez a cortina da sua casa cobrou um sinal, sem você saber se ela ficaria bonita ou não. Da mesma forma que seu advogado cobrou ganhando ou perdendo a causa. Da mesma forma que você cobra do seu empregador (e você cobra até sem trabalhar nos seus merecidos 30 dias de férias). Da mesma forma que uma prostituta cobra antes de tirar a roupa.
Todos estes profissionais são prestadores de serviço e cobram para trabalhar. E por venderem algo intangível, a sua expertise, existe o risco de dar certo ou errado. O risco de você gostar ou não do resultado. O risco de ser bom pra você ou de você brochar. Para diminuir o risco, o contratante avalia as credenciais do fornecedor. Avalia se os serviços semelhantes que o fornecedor já fez estão adequados às suas expectativas. Não tem jeito, estamos falando de serviço e não de produto de prateleira com etiqueta de preço.
Com a Espalhe, eu sou uma prostituta com 5 anos de esquina tentando encantar e surpreender os clientes. E no meu ponto todo dia param uns pós-adolescentes, com pinta de gerente de produto jr ou atendimento de agência de propaganda, que abrem o vidro e jogam uma conversinha de que estão apaixonados, que querem me levar para casa e me tratar como uma rainha. Eu nem escuto o fim do papinho: dispenso dizendo que não beijo na boca e não faço por amor. Sou profissional e cobro pelo que faço.
Mas outro dia chegou um cliente antigo. Um tipo bonitão, forte, saudável e muito bem sucedido. Jogou a sua cantada, disse que estava apaixonado. E eu cai. Fui para a cama uma concorrência sem cobrar. Fiz por amor.
E você acha que no dia seguinte o meu príncipe ligou para dar um feedback? Claro que não. Vestindo a carapuça de adolescente ingênua e apaixonada, eu pensei que ele tinha perdido o meu telefone ou estava muito ocupado. Mandei um email perguntando se estava tudo bem e se ele ainda me amava. E ele respondeu frio, superficial e distante:
“Analisamos hoje as propostas apresentadas e optamos pelo projeto de outro fornecedor que estava mais adequado as nossas necessidades e objetivos. Agradeço pela apresentação e participação na concorrência. Abs,”
Nenhuma consideração com meu amor e dedicação a ele. Me sentindo suja e usada, eu volto pra minha esquina com a certeza que o amor não existe e que o bonitão vai continuar com o papai-mamãe de sempre _ seja no formato do estande enorme, bonito e vazio na feira, da propaganda super produzida que ninguém vai falar a respeito, do site lindo que tem que comprar post em blogs para ter alguma visita.
Se adolescentes apaixonadas não te satisfazem mais e você busca profissionais para realizar todas as suas fantasias, me ligue.
Bjs, GFortes - mas pode me chamar de Pamela - cabelos negros, 1,74 e 80 kg de pura travessura."
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